quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Ela não sabe mais ser feliz, mas esse frio na barriga lhe parece tanto um anúncio de medo quanto de esperança.
Lê mais: Caio, Ana, Deleuze, Benjamin, Queneau. Tuíta menos. Vê Woody Allen. Sorri a-toa na rua, no meio da tarde. Esquece um pouco do medo e da dureza da vida.
Ela ouve música, como sempre e sempre, mas agora canta, com uma voz levemente livre da angústia. Não quer perder-se da angústia toda para não perder-se de si.
A vida real não tem beleza, ela pensa lavando os sapatos brancos, mas sangrar de novo parece bom.

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