I know who i want to take me home (yet)
... e afins...
"A vida é diferente do que se escreve". [A. Breton]
sábado, 31 de dezembro de 2011
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
terça-feira, 20 de dezembro de 2011
"Acho que o meu primeiro contato com a literatura foi por inveja. Eu nasci meio temporona e meus pais e meus dois irmãos já liam. E liam muito. E, enquanto eles liam, a minha vida – a vida de quem não lê – era muito árida. Lembro deste sentimento de estar fora do mundo, porque não tinha acesso aos livros. Quando aprendi a ler, a vida se tornou possível. Eu passei a habitar a literatura, mais do que o mundo real. E então pude ser outras, viver outras vidas e existir em outras paisagens." (Eliane Brum, entrevista que pode ser lida aqui. Mas podia ser eu, porque foi quase assim que comecei a ler)
quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
sábado, 10 de dezembro de 2011
True Love Waits
Durante 3 anos, serenamente, esperaram por ela. Os que estavam lá antes e os que foram chegando. Os primeiros, pacientes, persistentes, amorosos, calaram-se. Limitaram-se a esperar a distância, confiantes no tempo e naquela luz que parecia apagada, mas estava, eles sabiam, apenas adormecida, cansada.
Os que chegaram depois, vieram aos poucos. Não muitos e nunca em bandos. Silenciosos também, mas insistentes. Desafiadores. Respondiam sarcasmo com sarcasmo, mau humor com mau humor. E qualquer pequena brecha era transformada em sorriso, jantares ou dias felizes.
No entanto, havia nela uma persistência de infelicidade, de secura. Aparentemente, toda aquela velha energia estava voltada para isso. Aparentemente, aqueles seres teimosos viam algo mais.
Eles diziam que o amor é importante, porra. Faziam piadas do mau humor constante. Jogavam flores pelo portão. Ensinavam sobre tolerância. Davam lições sobre amor próprio.
Permitiram que ela fosse egoísta até o limite, e acima dele. Ouviram gritos e desaforos. Aceitaram as brigas e os afastamentos. Insistiram gentilmente. Acataram as omissões e os sumiços. As voltas, as bebedeiras e os péssimos amores. Era muita tolerância para pouco amor, ela pensava. Não eram eles mesmos quem diziam que ela não devia chorar nem lamentar por amores não correspondidos? Largar para trás o que não servia mais?
O tempo passa, decorou. Passava para eles e, ainda que não sentisse e negasse, passava para ela. Tinha efeito. Tinha força. Uma manhã ela acordou sem queixas. Tomou café e o melhor pão de queijo do mundo. Caminhou alegremente, desejou o bom dia mais querido de todos, atravessou a praça e viu uma graúna. "Blackbird, fly", cantarolou baixinho.
Naquela manhã, em seus trabalhos, em suas casas, em suas aulas, todos eles souberam: a velha luz voltara. O mundo inteiro estava iluminado, aquele riso bonito, as unhas vermelhas, a música que irradiava dela como de um paredão de som, tudo estava ali de novo.
Naquela manhã ela percebeu: ela brilhava. E o verdadeiro amor espera.
Marcadores:
9 songs,
True Love Waits
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
Como se todo o aprendizado e toda a prática sobre lidar com o tempo e seus caprichos, cuidadosamente trabalhados ao longo dos últimos anos, tivessem sido apenas para aprender a não perder a esperança, tão necessária nesse momento. Como se cada segundo de todo esse tempo tivesse existido apenas para que eu fique pronta para tudo o que você e eu podemos ser.
Assinar:
Postagens (Atom)