A MORTEA morte é a premissa necessária para o renascimento. Qual pássaro fênix, é a expressão da transformação para melhor. Os ossos são de cor rosa, que é a representação do humano. A foice deixou no chão cabeça, mão e pé, os quais, mesmo cortados, não perderam a vitalidade, indicando que nada morre completamente. A continuidade está garantida. O homem e suas ideias representadas pela cabeça. Suas ações (pés e mãos) permanecerão mesmo depois que a morte tenha transformado tudo em pó. A morte é chamada de "sem nome" para exorcizar o seu efeito negativo e o tabu que a cerca. Contudo, o número treze, contrariamente ao que todos pregam, não tem nada de nefasto. O arcano somente adquire essa característica para as pessoas que temem as mudanças, sendo altamente benéfico para os que reconhecem a sua necessidade: transformação necessária, final de um ciclo e começo de outro, abandono das ideias e dos hábitos do passado para que sejo aberto o caminho para o futuro. Os ossos espalhados pelo chão não devem ser motivo de preocupação. Os siberianos, depois de consumir a carne da caça, semeavam os ossos, regando-os diariamente para garantir o renascimento e fecundidade. A referência é direta também ao Deus Saturno, que ceifa tudo, nivelando, com sua foice, pobres, ricos, bons, malvados. As flores e folhas entre os ossos garantem a continuidade da vida. O herói Jasão plantou ossos de dragão para obter guerreiros armados. A morte é parte da vida e, por isso, deve ser aceita sem questionamentos.
A carta em pé:É o arcano do abandono do passado em prol do futuro. Tem a capacidade de transformar e dar movimento. A morte é o despertar interior. É evidente que, junto com o recomeço, vêm também a incerteza e as dúvidas. O recomeço, o rompimento de vínculos, traz a evolução que não pode parar. Qualquer início está marcado por momentos de crise. Novas necessidades trazem transformações radicais, fazendo com a vida dê saltos qualitativos. Os obstáculos, por mais difíceis que sejam, poderão ser vencidos com perseverança e paciência.